Núcleo de Geotecnologias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Projetos

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Capacitação da defesa civil dos municípios fluminense em parceria com CEMADEN e EsDEC (EXTENSÃO)

O Núcleo de Geotecnologias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Sistema Labgis), a Escola de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro (EsDEC) e Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais do Estado do Rio de Janeiro (CEMADEN) oferecem periodicamente o curso de extensão "Georreferenciamento Aplicado a Defesa Civil" (40 horas) na modalidade semipresencial e gratuitamente aos técnicos e gestores dos municípios fluminenses.

O objetivo principal dessa capacitação é atingir os seguintes públicos:

- Profissionais exercendo função de defesa civil;
- Profissionais ocupando cargos em secretarias, diretorias e coordenadorias municipais;
- Profissionais das agências que compõem o GRAC;
- Profissionais das agências parceiras da SEDEC.

O curso tem o objetivo de capacitar os participantes em sistemas de informação geográfica e gestão de riscos em desastres, para subsidiar os planos municipais de redução de riscos, no planejamento, análise de riscos e gestão de desastres; através da elaboração de mapas dos municípios, mostrando a interação das vulnerabilidades e riscos, que potencializam a ocorrência de desastres.

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Automação de metodologias de processamento de imagens de satélites e informação geográficas para aplicações geoespaciais (EXTENSÃO)

Hoje, diversos problemas da sociedade demandam articulações de recursos e bom planejamento por parte de técnicos e gestores. É necessário munir os tomadores de decisão com informações atuais e de qualidade, além de criar estruturas de monitoramento e acompanhamento de ações estratégicas.

Atualmente com métodos, técnicas e ferramentas como Sistemas de Informações Geográficas, Análise Espacial de Dados Geográficos, Sensoriamento Remoto, Sistemas de Posicionamento Global por Satélite, entre outros, que analisam, geram e difundem informações geográficas, também apresentando caminhos metodológicos por meio das Geotecnologias para agregar valor na geração de conhecimento ao tomador de decisão.

Uma dessas Geotecnologias que se destaca no contexto desse projeto é o Sensoriamento Remoto e Processamento Digital de Imagens, que apesar de serem dois conceitos, estão intimamente ligados.

Esse projeto de extensão apresenta relação com o ensino, uma vez que os tópicos de SIG e SR&PDI são assuntos integrandes de várias ementas de disciplinas dentro das cadeiras dos cursos de graduação e pós-graduação em Geografia, Geologia, Oceanografia, Engenharia, Cartográfica, Biologia, Meio Ambiente, entre outros. No mais, os produtos aqui em questão são insumos para outras disciplinas que tratem o espaço geográfico como a área da Geografia Física (climatologia, geomorfologia etc), Gestão Territorial, Epidemologia, Gestão Urbana, entre outras.

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Infraestrutura de Dados Espaciais da UERJ (EXTENSÃO)

A Rede Sirius, rede de bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ao final do ano de 2011 possuía um acervo de 1918 mapas e 2630 trabalhos de conclusão de curso, de acordo com o DATAUERJ de 2012. Dentro desde acervo encontra se dados espaciais analógicos e digitais, sobre diferentes temas e documentados sobre diversos formatos.

Dados geográficos possuem um peso cada vez maior no atendimento às demandas da gestão do conhecimento. Criar condições para universalizar o acesso a esta base iria aumentar a oferta de dados de qualidade, melhorar a qualidade de serviços, oferecer acesso mais amplo e democrático às informações. Neste contexto, a proposta de uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) é, principalmente, que os dados sejam aproveitados pelo maior número possível de usuários (alunos, professores e outros interessados).

As organizações que têm a intenção de compartilhar dados normalmente se deparam com questões significativas quanto a formatos de codificação e armazenamento, parâmetros de qualidade desses dados, limitações de conteúdo, parâmetros de projeção cartográfica e, até mesmo, estruturas de dados. Para adoção de uma IDE, mesmo que a um nível local, múltiplos provedores de informação catalogam seus serviços em um computador servidor público, de acordo com metadados padronizados. Neste cenário uma proposta de IDE aplicada a Rede Sirius de bibliotecas seria uma forma de deter dados de múltiplos fornecedores, no caso os alunos, e os distribuir de forma transparente pela rede.

Este projeto, ainda em desenvolvimento, se discute a importância de uma proposta de arquitetura de uma IDE que normalize e principalmente qualifique o recebimento e a divulgação dos dados geográficos produzidos pelos alunos em seus trabalhos de final de curso, de forma a atender a rede de bibliotecas da UERJ.

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Nós Propomos – Rio ! Cidadania com Inteligência Geográfica. Uma proposta para a difusão das geotecnologias no ensino básico (EXTENSÃO)

O uso intensivo de mídias sociais, que nos coloca em um tempo de comunicação instantânea, potencializando sobremaneira a capacidade de manifestação e intervenção da sociedade na defesa de seus direitos e interesses, somada à não menos expressiva utilização de meios para a territorialização ou geolocalização de eventos, nos permitem asseverar que estamos a bordo de uma sociedade que se move e se articula com Inteligência Geográfica.

Entretanto, essa conjunção cidadania-geotecnologias não se projeta da mesma forma nas instâncias da educação básica onde, se os valores do exercício da cidadania estão cada vez mais inseridos nos processos formais da educação, a capacitação para o aluno pensar espacialmente e lidar com as ferramentas oferecidas pelas geotecnologias é praticamente, se não de todo, inexistente.

Aproveitando a experiência exitosa do projeto Nós Propomos ! desenvolvido pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território – IGOT, da Universidade de Lisboa, de incentivo à prática de uma cidadania participativa por parte de estudantes do ensino médio, o Sistema Labgis busca, com o presente projeto de extensão, a construção de caminhos, juntamente com as escolas parceiras, para a disseminação dos conhecimentos básicos das geotecnologias no âmbito da educação básica do Rio de Janeiro.

Objetivo geral: Desenvolver um conjunto de estratégias que viabilizem a maior difusão do uso das geotecnologias e, portanto, do conceito de inteligência geográfica, nos processos formais e informais de ensino ao nível da educação básica, tendo como contexto de motivação ao uso dessas ferramentas, pelos professores e estudantes, o desenvolvimento de atividades extracurriculares focalizadas no exercício de uma cidadania mais participativa, que se vê sintetizada na expressão "Nós Propomos !".

Objetivos específicos:
- Despertar ou consolidar nos adolescentes (estudantes) o valor da cidadania participativa, exercitada a partir da identificação e análise de um problema ocorrente em um logradouro, edificação, etc... e subsequente elaboração de proposta de intervenção para encaminhamento aos agentes públicos;
- Construir uma metodologia específica para o Nós Propomos ! aqui no Rio, considerada a peculiaridade do uso compulsório de geotecnologias pelos estudantes no seu desenvolvimento;
- Incentivar professores e estudantes do ensino básico a utilizar as geotecnologias como ferramentas de apoio em suas atividades de ensino e aprendizagem, respectivamente;
- Identificar, a partir da contribuição desses professores e estudantes, um conjunto de disciplinas onde a adoção dessas ferramentas possa ocorrer de forma mais natural e atraente;

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Empresa Júnior Multidisciplinar de Geotecnologias - Labgis Jr (EXTENSÃO)

A empresa júnior de geotecnologias da UERJ, a Labgis Júnior, parte de uma ideia de congregar os mais diversos alunos dos diferentes cursos de graduação que a universidade oferece em prol do movimento empresa júnior e de caráter multidisciplinar, tem como objetivo que diferentes formações possam contribuir para o enriquecimento e fortalecimento de uma ideia empreendedora, criando um ambiente dinâmico, com diferentes visões de um mesmo campo de atuação, como acontece nas pequenas, médias e grandes empresas do mercado. Nesta direção, esta empresa júnior, que já está criada como pessoa jurídica e em condições de funcionamento desde 2012, se consolida como um ambiente empreendedor dentro da UERJ aos seus próprios alunos e uma interface entre a universidade e a sociedade.

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Balanço hidrogeoquímico e geoquímica de solos em microbacias montanhosas de Mata Atlântica: base para avaliação da influência de grandes empreendimentos (PESQUISA)

O Bioma Mata Atlântico, onde os parques Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) e Caparaó se localizam, é considerado Hotspot da Biodiversidade (Mittermeier et al., 2005; Pheonix et al, 2006). A identificação dos principais impactos e variáveis que atuam direta e indiretamente em sua dinâmica local é fundamental para abastecer Planos de Manejo. Na escala mundial e recente o aumento global das emissões de formas reativas de nitrogênio (N) tem como resultado o aumento das deposições atmosféricas de N. Esse processo é um dos principais componentes das mudanças globais com impacto no funcionamento de ecossistemas naturais aquáticos e terrestres (Porter et al., 2013; Bobbink et al., 2003).

Na Mata Atlântica sujeita a influência da poluição atmosférica de Cubatão, assim como em centros urbanos europeus distúrbios metabólicos em espécies bioindicadoras e grandes concentrações de metais traços além do N e S já foram detectados (Klumpet al., 2000; Klumpp et al., 2009; Nakazato, 2014). A proposta de se estudar algumas das várias etapas do ciclo biogeoquímico do N além do balanço geoquímico de metais traço em unidades de conservação visa gerar uma base de informações destes ecossistemas de Mata Atlântica. Especificamente busca-se avaliar o status quo atual, ou seja, a influência da região metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) para o PARNASO e de queimadas no Parque do Caparaó.

No Rio de Janeiro, a instalação recente de grandes empreendimentos como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), bem como o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro são fontes potenciais para poluentes. Antes mesmo do início destes 2 empreendimentos os fluxos de deposição atmosférica de N inorgânico nesta Serra medidos pelo nosso grupo (Rodrigues et al., 2007; Perry, 2007; de Souza et al., 2015; Ponette-González et al., 2017) sugerem a transferência de poluentes emitidos pela RMRJ, superiores ao fluxo de deposição médio terrestre global (Phoenix et al., 2006) e próximos a carga crítica de N (Pardo et al., 2011), para ecossistemas de floresta tropical úmida.

Para averiguar a ação destas fontes antrópicas sobre estas florestas é essencial um monitoramento robusto a longo prazo (maior que 1 ano), menos sujeito a sazonalidades e/ou anos atípicos. Objetiva-se avaliar através dos cálculos de balanço hidrogeoquímico de entradas atmosféricas (deposições úmida e seca, juntas), saídas fluviais, estoque/retenção no topo do solo e, no caso de nitrogênio, a emissão para a atmosfera, se estas florestas de estágio sucessional avançado apresentam algum déficit ou excesso de nutrientes e demais elementos devido ao aporte das fontes atmosféricas que estão sujeitas. Com isso busca-se criar uma base de dados para as reservas de Mata Atlântica localizadas nas proximidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) nas condições que antecedem o início das operações do COMPERJ e conclusão do Arco Metropolitano.

Para a presente proposta pretende-se estender os trabalhos de pesquisa já desenvolvidos, desde 2005, pela equipe da Geoquímica da UFF em pequenas bacias do PARNASO.

Serão selecionadas 2 bacias no PARNASO, sendo uma na vertente oceânica e outra na vertente continental (bacia do Bonfim parceria com a CPRM) e uma bacia no Parque do Caparaó. A escolha destas bacias é baseada na hipótese que as entradas atmosféricas das bacias do PARNASO (principalmente a da vertente oceânica e em menor escala a continental) estão sujeitas a influência antrópica da RMRJ enquanto a do Caparaó está sujeita somente ao efeito ocasional das queimadas.

Será conduzido um monitoramento mensal da hidrogeoquímica pluvial e fluvial das 3 bacias de drenagem selecionadas durante o período de 2 anos para avaliar a temporalidade sazonal e interanual do período de estudo. Quatro coletas intensivas (2 verões e 2 invernos) serão feitas para avaliar os processos hidrogeoquímicos durante eventos de chuvas (em diferentes pontos da hidrógrafa de vazão) e medidas de entradas atmosféricas para subsidiar o cálculo de retrotrajetórias.

Para esse trabalho serão utilizados dados pluviométricos e de vento de estações hidrológicas nas proximidades e também dentro dos parques. A vazão será medida durante a coleta. No local de coleta das amostras de águas fluviais serão efetuadas medidas de parâmetros fisicoquímicos e a alcalinidade. A determinação de nutrientes, elementos químicos maiores, menores e traços nas amostras de água será feita por ICP OES, ICP-MS, cromatografia iônica, espectrofotometria e Total OrganicCarbon CPH/CPN.Asamostras de solo serão analisadas por FRX e DRX (mineralogia com quantificação de fases por Rietveld).

Para o balanço de N será computada também a produção de N2O em solo florestal através da técnica da câmara estática com leitura em cromatógrafo a gás. As medições de N2O serão feitas concomitante à maioria das coletas hidrogeoquímicas.

Para identificação dos principais impactos socioambientais observados nestas microbacias serão utilizados os dados primários produzidos, assim como os secundários levantados (uso da água, total de domicílios, população, empreendimentos etc.) das mesmas na zonas de amortecimento dos parques.

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar de 7 instituições (UFF, IFRJ, UERJ, PUC, UNIFESO, CPRM e UFES) integrada através de parcerias anteriores em orientações conjuntas (mestrado/doutorado), ex-alunos e projetos de pesquisa.

Entre os principais resultados a serem obtidos destaca-a geração de uma base de dados de geoquímica dos aportes atmosféricos e de hidrogeoquímica fluvial pré grandes empreendimentos, indicação de áreas fontes para os aportes atmosféricos que chegam nestes parques, balanço de N total entre os compartimentos chuva, solo e rio em ecossistema de florestal e cálculo da produção de nutrientes via intemperismo para os ecossistemas florestais.

Os dados gerados serão unificados em um banco de dados a ser disponibilizado publicamente e que subsidiará discussões nos planos de manejo dos parques.

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Planejamento Territorial de Teresópolis (PESQUISA)

A questão ambiental vem assumindo nos últimos anos um papel cada vez mais destacado entre as grandes preocupações do mundo contemporâneo. Os desequilíbrios ecológicos, a acelerada intervenção humana na natureza, a expansão populacional e a degradação da qualidade de vida, têm sido temas frequentemente evocados, seja por organismos governamentais, seja pela sociedade civil.

A promessa de triunfo sobre as forças naturais, baseada numa visão antropocêntrica do controle do meio ambiente, fica abalada pelos efeitos desastrosos dessa intervenção. A fome, a miséria, o esgotamento de recursos naturais, inclusive os ditos renováveis, deixam visíveis a ineficácia do modelo de desenvolvimento econômico adotado para países como o Brasil. Este modelo, compreendido como um processo homogêneo e uniforme, segundo padrões predeterminados, tendo por objetivo alcançar estruturas econômicas, padrões de consumo e níveis de vida similares aos dos países industrializados deixam claro hoje, a insustentabilidade de um estilo transnacional de desenvolvimento baseado na ideologia do crescimento econômico. Nesse contexto, foi proposto o Projeto PADCT - Estudo Ambiental como Subsídio ao Ordenamento Territorial Através de Análise de Caso: Município de Teresópolis.

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Análise de Crimes no Rio de Janeiro (PESQUISA)

O objetivo desse projeto é primeiramente geocodificar milhares de ocorrências de homicídios, roubos e lesões corporais, tão como localizar a residência da vítima. Em seguida, estuda-se o comportamento espacial das ocorrências junto com variáveis ambientais e a relação residência da vítima e local da vitimização.

A análise da distribuição espacial dos homicídios, tomando como base tanto as informações das Certidões de Óbito quanto o perfil sócio-econômico e ambiental dos setores censitários em que moravam as vítimas, permite ter um perfil muito mais preciso das vítimas de homicídio incluindo fatores individuais, sociais e ambientais, bem como possíveis interações entre esses diversos fatores.

Para tal análise, lança-se mão de estatísticas espaciais e outros modelos que consigam descrever as características das variáveis em questão e gerar mapas de risco e áreas de vitimização em torno da residência dos indivíduos.

Este projeto é desenvolvido em parceria do LAboratório de Geotecnologias (LABGIS) com o Laboratório de Análise da Violência (LAV), ambos da UERJ, e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE).

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Análise Metodológica de NDVI (PESQUISA)

Este projeto tem como objetivo desenvolver métodos automatizados e ferramentas para analisar a variação da densidade de vegetação sobre determinada área de estudo. O método consiste na tomada de duas imagens de satélite obtidas em datas distintas, calculando-se o NDVI de cada uma dessas imagens. Em seguida são realizadas análises estatísticas sobre a diferença de valores NDVI a fim de determinar onde houve perda ou ganho de vegetação.

O NDVI - Normalized Differences Vegetation Index (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada) é amplamente aplicado em diversos estudos. Ele é calculado com base nas bandas do espectro vermelho e infravermelho de sensores remotos imageadores.

O projeto está desenvolvendo uma metodologia que culminará em um software livre para realizar o cálculo e análise da variação de NDVI de forma automatizada, sem requerir conhecimentos técnicos mais elaborados por parte do usuário desse software.

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Modelagem de Suscetibilidade à Inundação e Crescimento Urbano (PESQUISA)

Neste projeto submetido como parte do estabelicimento do Sistema Labgis como Unidade de Desenvolvimento Tecnológico (UDT) da UERJ, objetiva-se desenvolver discussões, novos produtos e metodologias para responder a questões socioambientais urgentes ao cenário fluminense e nacional, a saber: aprimorar a delimitação de áreas de proteção permanentes (APP) segundo a nova legislação vigente em parceria com o órgão ambiental do Estado do Rio de Janeiro, a saber o Instituto Estadual do Ambiente (INEA).

A discussão desta temática está dividida em três etapas: levantamento e discussão da legislação, discussão dos materiais e metodologias para demarcação dos diferentes tipos de APP; e proposta de novas modelagens computacionais para automatizar ou melhorar a demarcação de APP por meio de GIS.

O objetivo do projeto será perseguido por uma equipe multidisciplinar que aplicará tecnologias e metodologias de vanguarda científica, e assim somando o conhecimento e produção acadêmica a solução de problemas práticos e importantes.

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Concluídos

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Apoio à Infraestrutura de Dados Espaciais no Comitê de Bacia Lagos São João (EXTENSÃO)

A questão ambiental vem assumindo nos últimos anos um papel cada vez mais destacado entre as grandes preocupações do mundo contemporâneo. Os desequilíbrios ecológicos, a acelerada intervenção humana na natureza, a expansão populacional e a degradação da qualidade de vida, têm sido temas frequentemente evocados, seja por organismos governamentais, seja pela sociedade civil. Hoje a gestão pública deve observar onde a dinâmica ambiental e social ocorre: sobre o espaço.

O Consórcio Intermunicipal de Lagos São João (CILSJ) enfrenta esse desafio sendo a entidade delegatária do Comitê de Bacia Lagos São João, que abrange 12 municípios do Rio de Janeiro na Região dos Lagos. Esses municípios passam hoje por forte crescimento populacional e econômico movido, principalmente, pela indústria do petróleo e o turismo de veraneio. Nesse contexto, o CILSJ busca a construção de uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) para apoiar e integrar com seus representantes as decisões sobre a gestão das bacias hidrográficas. O LABGIS, por sua vez, vem buscando a sinergia de ações com o setor público nas mais diversas áreas oferecendo capacitação por meio de cursos de extensão, projetos extensionistas e eventos como o anual Geotecnologias na Gestão Pública.

O Sistema Labgis está apoiando a criação de uma IDE para o CILSJ fitando os seguintes objetivos: (a) apoiar com palestras e discussões os encontros periódicos dos representantes Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João; (b) difundir o conhecimento sobre Infraestrutura de Dados Geográficos mediante a um conjunto de cursos de extensão universitária oferecidos ao corpo técnico e representantes do comitê; (c) dar assistência na especificação e modelagem do banco de dados geográficos e também do portal de Internet para acesso aos dados geográficos, que contempla inclusive mapas interativos; (d) auxiliar na definição de normas e padrões da IDE, alinhadas sempre com as propostas da Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR) e ao projeto da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE); (e) montar e ofertar gratuitamente o curso online de introdução à IDE proposta. A descrição do conteúdo e proposta do curso se encontram na seção de métodos; (f) dar suporte a divulgação e continuidade da IDE, uma vez que a demanda do comitê naturalmente se alterará ao longo do tempo; (g) buscar apoio dos grupos de trabalho de implantação e capacitação da INDE, desenvolvendo palestras em conjunto e outras ações coordenadas; e (h) integrar a IDE construída como um nó da INDE, difundindo seus conceitos e objetivos.

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Modelagem de Suscetibilidade à Inundação e Crescimento Urbano (EXTENSÃO)

Neste projeto submetido como parte do estabelecimento do Sistema Labgis como Unidade de Desenvolvimento Tecnológico (UDT) da UERJ, objetiva-se desenvolver discussões, novos produtos e metodologias para responder a questões socioambientais urgentes ao cenário fluminense e nacional, a saber: aprimorar a delimitação de áreas de proteção permanentes (APP) segundo a nova legislação vigente em parceria com o órgão ambiental do Estado do Rio de Janeiro, a saber o Instituto Estadual do Ambiente (INEA).

A discussão desta temática está dividida em três etapas: levantamento e discussão da legislação, discussão dos materiais e metodologias para demarcação dos diferentes tipos de APP; e proposta de novas modelagens computacionais para automatizar ou melhorar a demarcação de APP por meio de GIS.

O objetivo do projeto será perseguido por uma equipe multidisciplinar que aplicará tecnologias e metodologias de vanguarda científica, e assim somando o conhecimento e produção acadêmica a solução de problemas práticos e importantes.

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Gestão Territorial do Médio Vale Paraíba do Sul (PESQUISA)

O projeto Gestão Territorial no Médio Vale do Paraíba do Sul, foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Gestão Territorial e Análise Ambiental – GESTO e Laboratório de Geoprocessamento – LABGIS, Departamento de Geologia Aplicada da Faculdade de Geologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ em parceria com a Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável – FBDS e financiado pela Companhia Siderúrgica Nacional – CSN.

Este projeto teve por objetivo a criação de uma base de informações georreferenciadas e alfanuméricas sobre o suporte físico e biótico da paisagem e características socio-econômicas que possam via Sistema de Informação Geográfica (SIG) fornecer suporte a tomada de decisão, tanto no âmbito da empresa Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, quanto pelos municípios localizados na sua área de influência direta: Quatis; Porto Real; Barra Mansa; Volta Redonda; Pinheiral; Barra do Piraí e Piraí, todos localizados no Estado do Rio de Janeiro.

A construção e disponibilização dessa base de informações geográficas sobre os diferentes aspectos que compõem a realidade deste espaço geográfico local - área de influência de um complexo urbano - industrial de características siderúrgicas - em um sistema integrado, pode ser considerado como o primeiro e o mais importante passo no sentido de definir com maior eficácia um novo patamar de negociações e de subsídios a tomada de decisão no âmbito dos diferentes segmentos produtivos, sociais e de governo que conformam esta unidade geográfica.

As temáticas escolhidas para levantamento de informações foram: base cartográfica, geologia, processos de erosão/assoreamento, uso da terra, cobertura vegetal, recursos hídricos, fontes de poluição, dinâmica social e econômica. Os levantamentos de dados geográficos se deram na escala 1:50.000, sendo utilizados para isto dados de sensores remotos, folhas topográficas e trabalho de campo extensivo.

Depois do levantamento foram realizados uma série de análises espaciais e a composição de um relatório final.

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Zoneamento Ambiental da Floresta da Cicuta (PESQUISA)

Este projeto teve como objetivo a elaboração do zoneamento ambiental da ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) Floresta da Cicuta e seu entorno (Fazenda Santa Cecília). Foram realizados estudos temáticos como geologia, uso do solo e cobertura vegetal, morfodinâmica, declividade e perfil do usuário, para o diagnóstico ambiental e definição das zonas ambientias.

O zoneamento ambiental procurou mostrar as formas mais adequadas de manejo e uso racional, incluindo medidas de recuperação, prevenção e regeneração, sendo indicados usos específicos na área de entorno (Fazenda Santa Cecília) voltados a educação ambiental, recreação e lazer.

Na realização do estudo foram adotados três critérios básicos: a preservação da unidade de conservação já existente; a recuperação da área entorno pertencente à Cia. Siderúrgica Nacional denominada de Fazenda Santa Cecília e a implantação de um parque para recreação e lazer.

Os resultados apresentados mostraram de maneira inequívoca o estado de degradação geral da paisagem e a importância do aspecto de recuperação e preservação na definição de critérios para a determinação das diferentes zonas.

Estas temáticas foram integradas via Sistema de Informação Geográfica e foi elaborada a Carta de Zoneamento Ambiental em escala de 1:5.000.

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Bacia do Rio do Peixe (PESQUISA)

A proposta de trabalho teve por objetivo contribuir para o Programa da CESP (Companhia Energética de São Paulo) de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe, visando a formulação de planos de ação para o controle e monitoramento desta bacia hidrográfica, importante afluente do reservatório da UHE Barra Bonita.

Nesse sentido, foi necessário a criação de uma base de informações sobre o suporte físico e a dimensão humana georreferenciados que possibilitassem, por intermédio do Sistema de Informações Geográficas, a identificação de medidas de caráter corretivo, preventivo e de gerenciamento a longo prazo, numa perspectiva sustentável dessa bacia hidrográfica.

A área desse projeto em estudo está localizada na Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe, centro-sul do Estado de São Paulo e pertencente a Bacia do Rio Tietê, compreendendo aproximadamente 1.121 Km2. Esta Bacia engloba o município de Torre de Pedra e parte dos municípios de Bofete, Porangaba, Conchas, Anhembi, Piracicaba, Laranjal Paulista e Pardinho.

A bacia do rio do Peixe é controlada por fatores morfológicos e geológicos, diferenciando e condicionando os tipos de feições erosivas que ocorrem.

A parte oeste está associada a morfologias complexas, com alta densidade de drenagem devido à variações entre as classes de declividade (média – média a alta) e desnivelamentos, caracterizados pelas rupturas de relevo (variação de resistência geológica). Desenvolvem-se principalmente as áreas de badlands e voçorocas.

Para se identificar, por meio de análises espaciais, as áreas de risco no desenvolvimento de novas feições erosivas, foram mapeadas informações de Geologia, Processos Erosivos, Uso do Solo, Relevo, Drenagens, entre outras.

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Plano de Manejo do Ivinhema (PESQUISA)

O objetivo deste projeto foi a elaboração do Plano de Manejo do Parque Estadual das Várzeas do Rio Invinhema através do conhecimento dos recursos naturais da unidade de conservação, dos aspectos socioeconômicos das comunidades de populações humanas na sua área de influência e aplicação de técnicas em Sistemas de Informações Geográficas – SIG, visando o Zoneamento Ambiental e subsídios ao Programa de Uso Público, em escala espacial de 1:50.000.

Considerou-se como área de influência direta da unidade de conservação do Parque Estadual das Várzeas do rio Ivinhema os municípios de Jateí, Naviraí, Taquarussú e Novo Horizonte do Sul. Estes municípios compreendem um total de 4.333km2 e, segundo o censo demográfico de 2000, apresentam um total de 50.624 habitantes.

O projeto foi desenvolvido na UERJ com a parceria com a Companhia Energética de São Paulo (CESP), o Governo do Mato Grosso do Sul e financiado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

A base de informação configura-se no universo de dados necessários sobre o meio físico, o meio biológico e meio sócio-econômico que possibilite, por intermédio do Sistema de Informação Geográfica - SIG, responder a questões de caráter espacial necessária à tomada de decisão.

Nesta proposta considera-se como básicas, a partir da qual o universo de dados é gerado, as seguintes temáticas: Dinâmica Social e Econômica (Potencialidade Humana, Condições de Vida, Atividades Produtivas), Base Cartográfica, Processos de Erosão e de Sedimentação, Uso da Terra (Rural e Urbano), Remanescentes de Formações Vegetais, Recursos Hídricos, Fontes de Poluição. O universo de dados gerado virá a configurar categorias de informações no banco de dados do Sistema de Informação Geográfica. Na construção da base de informação concorrem insumos advindos tanto de fontes secundárias como de fontes primárias.

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SADIR/TRE-MA (PESQUISA)

Este projeto surgiu das dificuldades rotineiras, principalmente nos anos eleitorais, que as secretarias do Tribunal Regional Eleitoral têm de planejar uma solução logística, minimizando os gastos e otimizando os resultados. Esta dificuldade provém da falta de informações necessárias a esse planejamento. Muitas destas informações estão dispersas em "ilhas de informação", ou seja, na cabeça ou em arquivos de pessoas a serviço deste Tribunal (funcionários, empresas terceirizadas, chefes de cartórios, juízes etc).

Este projeto de extensão objetiva: • levantamento e construção de uma base de dados geográficos em região de interesse do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA), • análise e desenvolvimento de um Sistema de Informações Geográficas (SIG), com o fim de prover este tribunal de uma ferramenta de apoio à tomada de decisão que permitirá um melhor planejamento, execução e análise logística na distribuição de recursos (pessoas, equipamentos, etc).

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Cadastro de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (PESQUISA)

Este projeto teve como objetivo principal disponibilizar informações básicas sobre os recursos minerais existentes na porção continental do estado do Rio de Janeiro. Esse objetivo foi alcançado utilizando um Sistema de Informação Geográfica de fácil manuseio para os pequenos mineradores e para o público em geral. O projeto foi uma iniciativa das instituições de geologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Faculdade de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FGEL/UERJ), e do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), com o apoio da Editoração da Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

A mineração no Estado do Rio de Janeiro, excluindo os recursos da parte oceânica, é caracterizada pela produção de Rochas e Minerais Industriais (RMIs) onde predomina a produção por pequenas e médias empresas e por arranjos produtivos locais (APLs).

A quantificação das reservas e produção de RMIs é complexa devido a inúmeros fatores como, produção informal e dificuldade em classificar o RMI em uma categoria já que, um mesmo produto pode ser utilizado em duas ou mais aplicações. No entanto, vários autores destacam a relevância econômica da mineração de RMIs como medida de amadurecimento industrial do país, sendo esses as matérias-primas imprescindíveis na fabricação de produtos demandados pela sociedade atual.

Vê-se então, de fundamental importância o diagnóstico da potencialidade mineral do estado do Rio de Janeiro através da catalogação dos indícios, ocorrências e depósitos minerais além das minas ativas e paralisadas. Esse trabalho fornecerá um quadro diagnóstico da diversidade mineral do estado do Rio de Janeiro, fomentando investigações detalhadas desses recursos.

O total de estações georeferenciadas dos recursos minerais da área continental do estado do Rio de Janeiro foi de 2563 registros, o que inclui ocorrências, depósitos, garimpos e minas ativas e paralisadas. Um total de 40 bens minerais foram relacionados.

O resultado foi um livro apresentado em formato CD-ROM contendo o programa lançado sob o título "Cadastro dos Recursos Minerais da área continental do Estado do Rio de Janeiro" com informações técnicas relativas à classificação dos recursos minerais e a situação atual dos depósitos minerais no estado.

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BIOFISHIDRO Paquequer (PESQUISA)

Com o nome oficial de Análise integrada de fatores bióticos e físicos que condicionam os processos hidrológicos em bacia montanhosa: o caso da bacia do Paquequer, Teresópolis - RJ, este projeto tem como objetivo compreender e mensurar os processos hidrológicos que governam a dinâmica erosiva das encostas e o transporte de sedimentos nos canais fluviais. Assim pretende-se determinar a contribuição hidrológica e a participação de cada um dos parâmetros físicos existentes (uso do solo, vegetação (dinâmica dos fragmentos), tipo do solo, relevo, erosão das encostas, assoreamento dos rios e geologia) neste sistema montanhoso.

A area de estudo desse projeto é a bacia do rio Paquequer, com 269 Km², situada no município de Teresópolis,região serrana do estado do Rio de Janeiro.

Esta bacia constituí um resquício atual da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, englobando uma parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e a Área de Proteção Ambiental da Floresta do Jacarandá. Em termos de uso do solo a pecuária extensiva está muito disseminada pela bacia, ocorrem também vegetação em diferentes estágios de regeneração florestal (de estágio inicial até floresta clímax), agricultura comercial de ciclo curto (olericultura) localizada e área urbana O clima é Mesotérmico de Brando úmido até Super úmido (umidade média de 82% a 86%) com temperatura média de 18°C e pluviosidade anual de 1500 mm a 3000 mm, principalmente no verão.

Ocorrem três unidades principais de litologia na bacia: a Unidade Santo Aleixo (do Paleoproterozóico), a Unidade Batólito Serra dos Órgãos (Meso a Neoproterozóico) e Granito Teresópolis (Pós-tectônica) sendo cortadas por diques de composição basáltica (Mesozóico) O relevo da bacia é marcado por montanhas e escarpas e as cotas altimétricas situam-se acima de 800 m. Os vales são estruturados, apresentando cristas serranas, desnivelamentos altimétricos acentuados e alvéolos intermontanos. As formações superficiais que recobrem as rochas são elúvio/solo residual, colúvios e colúvio-alúvio. Os solos são dominantemente tipo Cambissolos associados a Latossolos em áreas de relevo mais suave e tipo Gley em vales fluviais.

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ACQUARIO (PESQUISA)

Este projeto foi desenvolvido em parceria com o Laboratório de Hidrogeologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Departamento de Geologia Aplicada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo deste projeto é reunir as bases de dados hidroquímicos levantados no Estado do Rio de Janeiro e promover uma avaliação em conjunto. Para isso entre outras ferramentas serão aplicados Índices de Qualidade de Água.

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Vulnerabilidade de Aquíferos Costeiros (PESQUISA)

As Nações Unidas alertam para o fato de que, se mantidas as tendências atuais mais de 45% da população do mundo não poderá contar com a quantidade mínima de água para o consumo diário em 2050 (FAO, 2007), por este motivo é que não podemos subestimar os riscos de contaminação ou poluição das águas subterrêneas. É necessário aprofundar-se no conhecimento do substrato e da estrutura dos pacotes de sedimentos que podem conter aquíferos confinados. Avançar em estudos relativos ao uso e proteção dos recursos hídricos como um fator de desenvolvimento sustentável das atividades humanas e da qualidade ambiental.

Este projeto multiinstitucional (UERJ Labgis, UFF, ON, EMBRAPA e Prefeitura de Cabo Frio) foi motivado pela grande demanda de água potável que a região apresenta em função da grande densidade populacional na área. E tem como objetivo principal a geração de informações técnicas que auxiliem a prefeitura municipal de Cabo Frio e aos órgãos do governo a utilizarem racionalmente os recursos hídricos subterrâneos para o abastecimento das comunidades e empreendimentos de melhoria junto a Reserva Ecológica do Mico Leão Dourado.

A realização de estudos hidrogeológicos em interface com diferentes metodologias da geofísica das geotecnologias impactará positivamente a região pois as águas subterrâneas são de fundamental importância para o município, principalmente nas áreas rurais onde o abastecimento ocorre primordialmente através de poços tubulares ou escavados. Tem como objetivo gerar mapeamentos de vulnerabilidade de aquíferos, análise de risco, caracterização hidrogeoquímica e demais produtos que auxiliem na melhoria da gestão dos recursos hídricos subterrâneos.

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Assistência de Saúde Sexual e Reprodutiva a Adolescentes (PESQUISA)

O sucesso das políticas públicas de saúde está intimamente relacionado à garantia do acesso aos serviços de saúde e da qualidade do atendimento, atuando na prevenção às DST/Aids e evitando outras conseqüências indesejadas da atividade sexual na adolescência. As primeiras relações sexuais, em geral, ocorrem na adolescência. Entretanto, tem sido observado, que a idade do início sexual vem diminuindo, o que aumenta a vulnerabilidade às doenças sexualmente transmisíveis e à gravidez não esperada. Experiências prévias mostram que a gestação em adolescentes menores de 15 anos está associada ao maior risco de complicações obstétricas e à morte materna. Quanto às DST/Aids, verifica-se uma inversão da proporção de casos homem x mulher na faixa etária de 13 e 19 anos. O percentual relatado de uso de preservativo nas relações sexuais mostra-se inferior nas adolescentes do sexo feminino do que no sexo masculino. Adicionalmente, deve-se considerar que as moças são vítimas preferenciais de abuso sexual. As DST nas mulheres são frequentemente assintomáticas e a disponibilidade de serviços de atendimento ginecológico para adolescentes é escassa.

Este estudo tem por objetivo mapear os serviços de saúde no município do Rio de Janeiro que oferecem atendimento ginecológico e/ou obstétrico em nível ambulatorial para adolescentes de 10 a 19 anos e levantar dados sobre a percepção das usuárias a respeito da qualidade dos serviços.

O estudo será realizado em duas etapas, uma quantitativa e outra qualitativa. Na etapa quantitativa será feito um levantamento das unidades de atendimento ginecológico e obstétrico, além do tipo de serviço que é oferecido. Na etapa qualitativa serão desenvolvidas entrevistas em profundidade com as adolescentes usuárias destes serviços. Espera-se com este estudo, identificar os limites e potencialidades do atendimento ginecológico e obstétrico oferecido a adolescentes no município do Rio de Janeiro e elaborar propostas de intervenção que contribuam para seu aperfeiçoamento e conseqüente redução dos índices de DST/Aids, gravidez não esperada e mortalidade materna na adolescência.

Esse projeto está sendo desenvolvido em parceria do LABGIS com a Faculdade de Ciências Médicas da UERJ.

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